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Grupos Temáticos de Voluntários: Eventos

2017-05-25

Entrevista

Quem não gosta de música, dança, contação de histórias, celebração do cabalat shabat e apresentações teatrais? Levar entretenimento aos residentes é o objetivo do grupo de voluntários de eventos internos. Há dois anos, Jo-Ann Esquenazi, Gilda Edelsberg, Renée Birenbaum e Paulo Adolfo Aizen desenvolvem esse trabalho que traz leveza, animação e ainda mais qualidade de vida aos residentes.

Todas essas atividades acontecem sob a coordenação de nossa Diretora de Voluntariado Eliane Faride, carinhosamente apelidada de Fari. Confira como funciona o trabalho nas respostas da Fari.

- Como é a sua atuação junto aos diferentes núcleos de voluntários?

Há vários tipos de voluntários, uns atuando em grupos temáticos, outros, sozinhos. A psicóloga Marialva, por exemplo, trabalha atendendo familiares e idosos sob a orientação da psicóloga Lilian Nigri Moszkowicz (responsável pela equipe multidisplinar do Froien Farain). Já Dayse Wolkoff é nutricionista e trabalha junto à Advá Griner, responsável pela Nutrição da Casa. Entre os grupos, um dos mais atuantes é o do Bazar. Devido ao grande volume de trabalho, as voluntárias criaram um grupo de WhatsApp, que é coordenado pela Diretoria de Captação. Há o Círculo de Leitura, que promove debates todo sábado com os residentes. No caso da área de eventos internos, é sempre importante levar programação diferenciada para os residentes e a parte operacional de um evento demanda muito esforço. Essa grande adesão de voluntários está sendo muito útil para, inclusive “desafogar” o trabalho das diretoras voluntárias. E já vem revertendo em resultados para a casa.

- Então existem voluntários ‘especialistas’ e grupos de voluntários que atuam nas áreas mais operacionais.

Sim. Exato. Seria um desperdício eu chamar a Marialva para as reuniões sobre eventos porque não é sua área de atuação, de expertise. Acabamos setorizando de acordo com as características de cada pessoa e tem funcionado muito bem.

- Você fica responsável por articular e orientar a participação dos voluntários dentro da Casa.

Cada voluntário chega com uma ideia na cabeça, precisamos alinhar sua expectativa às reais necessidades da Casa para que não haja frustração de nenhum dos lados.

- E esse grupo dos eventos internos também está nesse mesmo contexto?

As três "meninas" do grupo, Renée, Gilda e Jo-Ann, vinham à casa com regularidade para o projeto “Alegria de Cantar”, que acontecia segundas à tarde. Porém, por problemas de agenda, elas não poderiam mais comparecer no horário da tarde. Então, pensei: “Não podemos perder voluntários de jeito algum! É tão difícil conseguir, temos que mantê-las.” Então, perguntei se elas teriam interesse em me ajudar a articular atrações para os idosos, pessoas para cantar, tocar músicas ou outras opções de entretenimento. E funcionou! Isso acabou despertando um outro lado delas. Com a criação do grupo, o Paulo Adolfo, que estava ajudando na captação, percebeu que essa seria uma área mais apropriada para o seu talento e se uniu a elas.

- E que tipo de eventos o pessoal desse grupo está se mobilizando para trazer?

Percebemos que os idosos gostam muito de atrações musicais. No Carnaval e Dia das Mães comemorados recentemente, o grupo trouxe um duo de violinistas, as irmãs Raquel e Isabel Belém. Foi uma sugestão da vice-presidente Geny Klarnet. Mas os voluntários buscam não só novos eventos como também atuam na produção e logística. Pode parecer simples, mas em uma Instituição de Longa Permanência (ILPI), além da agenda da Casa, temos que articular com a enfermagem, a cozinha, pensar em muitas questões operacionais que impactam diretamente na vida dos residentes. Tivemos também a apresentação do espetáculo “Na Era do Rádio” e a organização de um Cabalat Shabat. 

- Então, quem tiver interesse em fazer alguma atividade com (ou para) os residentes pode entrar em contato com essa comissão?

Exatamente. O grupo tem autonomia para fazer essa curadoria. E os eventos movimentam a casa. Só é importante levar em conta que precisam adequar as atividades pelo fato de a maioria dos nossos residentes possuir comprometimento cognitivo e físico. E temos que ter em mente que os eventos devem agradar a eles, e não necessariamente os familiares, funcionários, voluntários etc. Apresentações artísticas, de música, canto, dança são sucesso garantido. Já eventos muito longos ou apenas com fala (como palestras) não funcionam. A participação dos familiares também é muito bem-vinda.

- E a articulação com as visitas de crianças e jovens, com colégios, empresas e outros grupos?

Atualmente, essas visitas são organizadas por mim. Mas nada impede que no futuro eles se envolvam com essa articulação.

- Claramente houve uma grande mudança na organização dos voluntários. O Froien Farain está muito mais preparado para receber pessoas que querem ajudar e alocá-las em funções que efetivamente ajudem no dia a dia da Casa.

Quando assumi a Diretoria de Voluntariado, não sabia o que fazer. Sempre recebi voluntários, mas o procedimento era o seguinte: recebe, apresenta a Casa, faz a ficha, mas não havia encaminhamento para um trabalho específico. Agora conhecemos e compreendemos melhor nossa estrutura, sabemos das suas necessidades, então há um processo e um direcionamento para esse voluntário. Por exemplo, para todos que querem lidar diretamente com os idosos, recomendamos uma imersão com cada especialidade de terapia aqui da Casa; assim o voluntário pode conhecer nossos residentes e entender com quem está lidando. Estamos nos tornando cada vez mais profissionalizados nesse aspecto da divisão do trabalho e alocação das responsabilidades, algo muito importante tanto para o voluntário quanto para nós. 

- Essa organização faz com que a percepção dos voluntários também mude. Eles saem do lugar passivo de “quero ajudar” para a ação “estou ajudando”, certo?

É justamente o que queremos, que o voluntário perceba o valor de seu trabalho. Comprometimento é maravilhoso, claro, mas é fundamental estar satisfeito e motivado com o resultado de suas ações.

-  E o grupo de voluntários carinhosamente apelidado de “Men Farain”?

Adoramos esse interesse masculino. Esses voluntários formaram uma espécie de conselho de consultores. Eles fizeram um diagnóstico da Casa Geriátrica para otimizarmos o seu funcionamento. A liderança está a cargo do Adolfo Leibovitch, que, além de muita boa vontade, demonstra um grande talento para essa coordenação. Eu nem saberia como lidar diretamente com esse grupo, pois eles têm outro estilo de trabalho. O Adolfo pode e gosta de fazer isso. Afinal, ele também é um voluntário. Todos nós somos!

- A rede de voluntários do Froien Farain está cada vez maior.

Sim. Participo de todos os grupos e atividades dos voluntários, acompanho o trabalho deles, mas tento dar-lhes o máximo de autonomia possível. Deixo todos trabalharem em paz e estou aqui quando surgem dúvidas. Meu papel é articular e dar as diretrizes da Casa. Estamos com um grupo muito bom e cada vez mais sintonizado!