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Violinistas do Bem: música e bom papo!

2018-02-28

Entrevista

Filhas do casal Vanderléa e Alexandre, as jovens violinistas Raquel e Isabel estudam no Instituto de Tecnologia ORT. Isabel, a mais velha, tem 16 anos, cursa o técnico de Biotecnologia e vai se formar no ensino médio em 2018. Raquel tem 14 anos e está no último ano do ensino fundamental. Sempre incentivadas e apoiadas pela família, elas iniciaram o estudo do violino há 6 anos e no início do ano passado criaram o projeto musical "Domingos com Violinos" com o objetivo de levar sua música para instituições sociais como um projeto pessoal de trabalho voluntário. Foi a nossa vice-presidente Geny Klarnet que tomou conhecimento desse projeto e abriu as portas do Froien Farain. Tivemos a honra de recebê-las em suas primeiras apresentações. O projeto foi vencedor do concurso World ORT de Responsabilidade Social e hoje as meninas se apresentam em diversas instituições. Conheça um pouco mais sobre o trabalho dessas jovens musicistas na entrevista a seguir.
FF - Qual é a história de vocês com a música?
RAQUEL E ISABEL - Toda a minha família gosta muito de música, ouvimos música aqui em casa desde antes de nascermos. Começamos a aprender violino através do método Suzuki que é um método que incentiva muito o trabalho em equipe, então logo começamos a tocar em público com uma orquestra infanto-juvenil. Participamos de várias apresentações no Brasil, com os grupos “Os Pequenos Mozart e Amadeus” e também no exterior, com o grupo “The Brazilian Tropical Violins”. Em 2017 criamos o projeto social sem fins lucrativos chamado “Domingos com Violinos” e nosso foco principal era fazer um trabalho voluntário que, por meio da música, pudesse trazer alegria e esperança para quem precisa! Também participamos de um Concurso aberto ao público para integrar a Academia Juvenil da Orquestra Petrobrás Sinfônica e, mesmo havendo apenas 3 vagas para violino, nós duas fomos selecionadas! Além disso, participamos do Concurso Internacional do World Ort de Responsabilidade Social com o Projeto “Domingos com Violinos” e ele foi o vencedor. Isso nos deixou muito honradas e com mais certeza de que devemos continuar com esta missão.
FF - Qual é o vínculo da família de vocês com o Froien Farain?
RAQUEL E ISABEL - Criamos um forte vínculo com o Froien Farain, pois foi o lugar em que inauguramos o projeto Domingos com Violinos. Isso aconteceu porque no momento em que buscávamos instituições sociais onde poderíamos fazer nossas apresentações, tivemos a oportunidade de falar com Geny Klarnet, amiga da família e vice-presidente do Froien Farain. Assim que contamos sobre o projeto, ela deu total apoio e nos convidou para fazer nosso primeiro Concerto de Carnaval, em 2017.
FF - Como foi essa experiência? Como se sentiram e como avaliam a receptividade dos residentes?
RAQUEL E ISABEL - Quando chegamos ao Froien Farain fomos recebidos por uma equipe de voluntários. Percebemos que eles tinham feito um belo trabalho antes, durante e após o nosso concerto. Fizemos várias amizades no Froien Farain que passaram a fazer uma parte muito importante de nossas vidas. Essa experiência foi muito enriquecedora pois constatamos que tudo o que damos, recebemos de volta em dobro, seja por meio dos sorrisos dos residentes, da voz deles cantando em sincronia com a música ou pelo carinho que recebemos a cada apresentação. Temos verdadeiras aulas de vida quando conversamos com eles e tomamos conhecimento de tudo o que eles já realizaram.
FF - O que motiva vocês a continuar com esse projeto?
RAQUEL E ISABEL - A cada concerto recebemos uma “bomba” de energia positiva que nos motiva a querer voltar sempre! Após os concertos, o sorriso não sai do nosso rosto. Outro fator que nos encanta é ver o trabalho dos outros voluntários e também dos funcionários: eles são verdadeiros super-heróis e temos muito a aprender com eles.
FF - Qual é a importância do trabalho voluntário na vida de vocês?
RAQUEL E ISABEL - Quando iniciamos este projeto jamais poderíamos imaginar a importância do que estávamos fazendo para tantas pessoas e tudo o que receberíamos em troca de nosso trabalho. O voluntariado passou a ser uma das melhores coisas da nossa vida. Não podemos nem pensar em deixar esse projeto, pois ele preenche um espaço no nosso coração que não poderia ser preenchido de forma melhor: com a música e com todo o amor que recebemos nestes eventos. Podemos dizer que é uma espécie de “vício do bem”!
FF - Como vocês vêem a questão do idoso e por que se sensibilizaram com essa causa? Como vocês sentem que a música contribui para os idosos?
RAQUEL E ISABEL - Enxergamos os idosos como pessoas, que tiveram infância, a fase adulta, e que agora estão em uma fase da vida, que merece ser tão boa quanto fases anteriores, apesar de todas as adversidades e das limitações físicas e neurológicas. Em nossas conversas com os residentes aprendemos muito, pois todos que estão ali são pessoas cultas, empreendedoras e com experiências que parecem até saídas de um filme, pois há muitos imigrantes e filhos de imigrantes que passaram por muitas dificuldades em seus países de origem e também no Brasil. A reação deles é muito calorosa, parece que fazemos parte da família. Sentimos que somos recebidos com muito carinho. Durante os concertos, todos batem palmas, sorriem, cantam e pedem até BIS! Ao final de cada concerto, reservamos um tempo para conversar com os residentes. Eles adoram a música, o nosso repertório e muitas vezes até sugerem novas músicas para tocarmos nos concertos seguintes! Procuramos dar o melhor de nós mesmas para este público tão especial: música e um bom papo!