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O voluntário Adolfo Leibovitch fala de gestão de mudança

2016-11-20

Entrevista

Adolfo Leibovitch é Engenheiro Industrial Mecânico pela Escola Fluminense de Engenharia e Mestre em Administração de Empresas pela Owen Graduate School of Management da Vanderbilt University. Ao se aposentar, após uma intensa vida profissional na indústria, no comércio e como consultor, há 4 anos resolveu dedicar parte do seu tempo ao Froien Farain. Como um estudioso da gestão da mudança nas organizações, seu objetivo é colaborar para levar a instituição a um patamar superior de eficiência e qualidade. Seus lemas preferidos são: 1. Foco no objetivo; 2. Erro Zero.


FF- Qual tem sido o foco do seu trabalho no Froien Farain?
 
AL - Gestão da mudança. Nos últimos 4 anos o Froien Farain vem desenvolvendo um grande trabalho de reorganização. Como voluntário, tenho grande satisfação em contribuir com a minha experiência nesse processo de “gestão da mudança” que, mesmo em pequenas organizações, é um processo abrangente e complexo, envolvendo, entre outros, a estrutura organizacional, a maneira como as coisas são feitas, a informação disponível e a cultura da instituição.
 
FF - Quais são os maiores desafios deste processo?
 
AL – O maior desafio é sempre a dificuldade do ser humano de aceitar a mudança. Mudar a maneira de trabalhar significa alterar contextos a que as pessoas estão habituadas, sobretudo a maneira como a informação é coletada, selecionada  e transmitida. A qualidade da informação é um aspecto fundamental na gestão da mudança. Comparando com o corpo humano, podemos dizer que a estrutura organizacional é o esqueleto enquanto a informação é o sangue que flui entre os órgãos e mantém viva a instituição. Temos avançado bastante na informação “para fora”, divulgando o trabalho do Froien Farain através dos canais de comunicação da instituição e dos eventos.

Outro centro de nossa atenção é a “informação interna”, que diz respeito à qualidade das informações para realização do trabalho de operação da casa geriátrica e do trabalho assistencial, como atendimento ao público, captação de recursos, administração das finanças, recursos humanos, atendimento médico, enfermagem e nutrição, recreação e convivência, alimentação, compras, lavanderia, limpeza, transporte, segurança, etc. É essa informação que elimina a ocorrência de falhas operacionais e de comunicação, trazendo a necessária tranquilidade para os familiares dos nossos residentes.
 
FF - Como vocês estão conduzindo essa mudança?
 
AL – Sabemos que dados mal organizados levam a informações incorretas e a decisões que podem ter consequências não desejadas. Inicialmente, trabalhamos no convencimento das pessoas sobre a importância da organização dos dados e fizemos uma detalhada avaliação dos dados existentes, visando transformá-los em informações que possibilitassem decisões de melhor qualidade. Para isso, coletamos documentos que estavam dispersos e tornamos a Secretaria o centro de toda a documentação; estamos recuperando o acervo histórico e organizando o arquivo morto, em um trabalho paciente e silencioso do nosso voluntário Selim Dana, cuidando para evitar informações redundantes sem descuidar da segurança dos dados. Acredito que, em função disso, está havendo uma substancial melhora na qualidade das decisões em todos os níveis do Froien Farain.

FF - Quais instrumentos e ferramentas vocês têm utilizado neste trabalho?
 
AL - Estamos utilizando a plataforma do Google Apps, cujo direito de uso tivemos gratuitamente, mediante doação do Google. É um sistema colaborativo, que facilita a interação entre os funcionários e entre estes e a Diretoria.

Recorremos também à Microsoft e obtivemos licenças gratuitas para uso do Windows 10 e do Office. Isso significa que teremos software de última geração em todos os nossos computadores.
 
Não bastasse isso, adquirimos um software de gerenciamento para o terceiro setor, que nos permitirá administrar associados e doadores, dados pessoais e médicos dos residentes, contas a pagar e receber, estoques e funcionários.
 
FF - Há algum desafio a ser superado?
 
AL - Sim. A renovação do parque de computadores. As máquinas estão, em sua maioria, com o “prazo de validade” vencido. Iniciamos a compra de computadores Dell, porém o custo obrigará a uma renovação mais lenta do que gostaríamos. Seria muito bom se alguma pessoa ou empresa se dispusesse a contribuir para a compra dos 15 computadores que necessitamos.
 
FF - Você contou com algum apoio profissional ou institucional nesse trabalho?
 
AL - Sim. Estabelecemos uma parceria com a Casa Ronald, propiciada pela nossa Conselheira, Malvina Waymberg, que mantém laços antigos com aquela instituição. Muitas das nossas ações se inspiram no modelo de organização da Casa Ronald e devemos um agradecimento especial ao seu Gerente Geral, Sérgio Carvalho, que sempre encontra, em sua agenda repleta, uma brecha para compartilhar experiências e oferecer sugestões e recomendações.