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Doar promove justiça social e faz bem à saúde

2022-02-21

Depoimentos

Eu gostaria de jogar luz em um aspecto pouco observado sobre a prática da boa ação (tsedaká em hebraico): o bem praticado não é desfrutado apenas por quem o recebe, mas traz também um grande benefício para as pessoas que fazem doação e praticam trabalho voluntário.

Em minha experiência, pude constatar que, através desse tipo de trabalho, passamos por uma mudança interna significativa na qual a resiliência é fortalecida.

Em diversos momentos de minha vida, tive a oportunidade de realizar diferentes ações junto a diferentes grupos de apoio. Atuei em Houston junto às vítimas do furacão Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005, ajudei a cuidar de animais abandonados junto ao Humane Society, contribuí para a construção de moradias populares junto ao Habitat for Humanity e fui voluntária no lar para idosos Bem Estar. Além desse engajamento, eu também cultivo o hábito de realizar doações para o Fundo Comunitário e para o Froien Farain. Posso dizer, com segurança, que estas são algumas das atitudes mais significantes e momentos mais memoráveis de minha vida, que me trazem orgulho pela oportunidade de contribuir positivamente com causas nobres e que fazem, realmente, diferença neste mundo.

É muito interessante notar que tsedaká é uma palavra oriunda de tsedek, que significa justiça social em hebraico. Na liturgia judaica, a prática da tsedaká está ao alcance de todos e é uma mitsvá que melhora o destino de quem a pratica.

Estudos sobre atos de compaixão revelam que ao realizar um trabalho voluntário nosso cérebro produz dopamina, ocitocina e serotonina, substâncias conhecidas como “hormônios da felicidade”, responsáveis pela sensação de bem-estar. Por isso, ao atuar com empatia, temos a sensação de profunda calma, sentimos uma diminuição do estresse e aumento na autoestima.

A comunidade neurocientífica concluiu que atos de altruísmo possuem um poder quase curativo para quem os realiza, que se inicia com a compaixão para com o outro e, tal qual como um rio, desemboca na autocompaixão, hoje considerada uma das técnicas mais eficazes no combate de determinadas questões que prejudicam a saúde psicoemocional, como estresse, ansiedade e depressão.

Ao fazer uma doação ou realizar um trabalho voluntário, estamos não apenas fazendo justiça social, mas também cuidando de nossa saúde mental de uma maneira muito especial e espiritualmente elevada.